E se fosse seu filho?

Nem preciso entrar em detalhes, ou mesmo comentar os horrores que presenciamos repetidamente em nosso tempo, contra as vítimas mais indefesas da violência: as crianças.
A cada notícia dessas uma certa paralisia me atinge, e depois de alguns instantes absorto nesse estado, tudo que consigo expressar é um profundo suspiro, de pesar, de dor, de não ter mais certeza qual o sentimento que se deveria ter.
Então olho para meu filho, brincando, na sua inocência, sem saber o mundo que o espera. A quem pedir socorro? Quem irá livrar meu filho e tantos outros que passam por coisas inimagináveis pelo mundo afora? A cada caso, acho que não vou mais me chocar, mas ao contrário, eles se sobrepõem, um mais assustador do que o outro.
A quem pedir socorro, se o perigo está dentro de casa? Se o perigo é o pai, a mãe ou algum ente “querido”, que deveria dar amor, segurança, estabilidade, ser um porto seguro a uma criança?
A quem pedir socorro? A quem você pediria?
Só posso me lembrar de Deus, alguém que olha por nós. Será que ainda olha? Nós seres humanos que nos deterioramos cada vez mais. Não sei se ainda podemos nos comparar a Sodoma e Gomorra. Aqui a coisa parece muito pior.
E me sinto tão impotente.
Uma entidade séria que faz um ótimo trabalho é o Centro de Combate à Violência Infantil - CECOVI, que tem por objetivo fazer o enfrentamento da violência doméstica contra crianças e adolescentes. Dê uma olhada no site. Não é sensacionalismo, mas você vai se chocar com as fotos.
http://www.cecovi.org.br/
Talvez seja a forma de fazer algo.
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