Arquivo de Sem Categoria

A vida é só isso?

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Água, a raridade do universo

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Olhe para o universo.

Para onde você poderia apontar afirmando a existência de água.

Gelo talvez, mas água em estado líquido, naquela temperatura com que sai do bebedouro ou da fonte, acho difícil.

Nesse caso, nossa água, tal qual a conhecemos e consumimos seria uma absoluta excessão.

E o que fazemos com essa preciosidade? Usamos. E não há problema com isso, a questão é que na maioria das vezes usamos mal.

Imagino que este assunto, o da conservação da água, seja algo que muitos já não querem mais ouvir. Mas então por que nossas atitudes continuam as mesmas? É claro que todos deveriam se preocupar, entretanto, quando escovo meus dentes pela manhã e deixo a torneira aberta durante todo o processo, já quebrei minha parte do acordo.

E quanto aos nossos governantes? Alguém consegue se lembrar de algum rio brasileiro que tenha sido limpo e restaurado com a efetiva ação do poder público? Incluindo alternativas para famílias que moram próximo aos rios, e que por falta de instrução e até mesmo de opção, fazem do rio seu esgoto?

E por falar em esgoto a questão esquenta ainda mais. Não somente o pobre despeja seu esgoto no rio, mas uma parcela significativa da população de qualquer nível social ou cultural.

Parece que ainda esperamos para ver se é realmente verdade que poderemos ficar sem este recurso maravilhoso, a água, para então tratarmos a questão com a devida importância.

Nesse meio tempo sugiro olhar mais uma vez ao árido espaço, para termos a prova irrefutável do quanto somos abençoados.
via lactea - via lactea

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A vida ao som da vontade de fugir

eye - eye

Acordou, fez tudo o que sempre fazia e saiu para trabalhar.
Entrou no ônibus, sentou, colocou os fones no ouvido e ligou seu mp3 player.
Com a inspiração da primeira música começou a viajar, a ir longe, muito longe.
Quando voltou teve vontade de fugir.
Sim, a música dava vontade de fugir. Ir para algum lugar no mundo, onde não conhecesse ninguém.
Como era inspirador.

Olhou a paisagem, transformada pela música. Sua mente sem idéias, somente sons e imagens.
Eram as mesmas imagens de todos os dias, mas, ao mesmo tempo, totalmente diferentes.
Ainda tinha vontade de fugir.
Não por não gostar de sua rotina, mas por se gostar o suficiente a ponto de se permitir viajar.
Mas uma viagem normal precisa de muitos detalhes e planejamento.
Fugir não. É só sair. Não precisa avisar.

A música acabou. Outra começou, mas aquela tinha outro sentimento.
E pensou no absurdo de largar tudo e simplesmente fugir.
Que idéia.
Quem faria isso?
Teria que ser muito doido.

Ajeitou a gravata, os óculos, apertou a mão na pasta e desceu no seu ponto de sempre.
Um novo dia começava.

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(Des)Acordo ortográfico

ortografico - ortografico
E esse tal de acordo ortográfico, sai ou não sai.
Bom, eu já comecei a utilizar principalmente para livros que estão sendo editados agora e serão lançados em 2009. Pois janeiro de 2009 aparecia como data de início da utilização das novas normas unificadas para o mundo de língua portuguesa.

Tudo parecia tão urgente e agora o governo brasileiro parece querer protelar mais um pouco. Segundo o Ministro da Educação, Fernando Haddad, o acordo ortográfico será adotado definitivamente pelo Brasil “no máximo em 2011 ou 2012″, conforme declaração de 25.07.

Aparentemente ninguém tem certeza de nada.
O Brasil que teria a força, por ser o maior país e ter o maior número de falantes da língua portuguesa, não parece querer peitar Portugal, a saber o país que terá que fazer um grande número de alterações ortográficas e que não está lá tão convencido disso.

Como as editoras tiveram que tomar uma decisão, pois os processos editoriais começam com bastante antecedência, iremos viver alguns anos de limbo ortográfico, no qual teremos que fechar um olho para os “erros” de ortografia com os quais iremos conviver.

Isso me lembrou Camões que mesmo tendo um olho só escreveu a obra prima (com ou sem hífen?!?) em nossa querida língua, Os Lusíadas; agora me inspirei:

As armas e os Barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;

Quando resolverem alguma coisa da tal reforma, me avisem.

CAMOES - CAMOES

(Os Lusíadas é domínio público. Você pode baixar o texto na íntegra em http://baixaki.ig.com.br/site/dwnld49691.htm)

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Dia Nacional do Escritor

collin - collin
Para comemorar o Dia Nacional do Escritor, a escritora Luci Collin lerá trechos das obras de Valêncio Xavier, Manuel Carlos Karam e Jamil Snege e fará comentários sobre a contribuição desses grandes nomes da literatura nacional.
Participação especial dos escritores Assionara Souza e Paulo Sandrini.

25 de julho (sexta-feira) às 19h30
Dia Nacional do Escritor
Local: Livrarias Curitiba - Shopping Curitiba
Curitiba-PR

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Luci Collin nasceu em Curitiba, em 1964. Mora em Curitiba e leciona Literaturas de Língua Inglesa na UFPR. Graduou-se em Piano, Letras e Percussão. É Doutora em Letras pela USP. Leia o restante deste artigo »

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Barbearia virtual - audio

3 part brain - 3 part brain

Ouçam o impressionante audio abaixo que reproduz uma barbearia virtual.

Os efeitos sonoros são ótimos, mas o mais surpreendente é que todo este efeito é executado por nosso cérebro. É ele quem calcula distâncias e identifica todas as nuances de som.
Nosso cérebro é esta máquina fantástica que computador nenhum conseguiu e jamais conseguirá reproduzir.

O áudio está em inglês, mas mesmo para quem não domina o idioma fica muito fácil identificar o que o narrador está fazendo.

Para conseguir o efeito perfeito use fones de ouvido e feche os olhos até o final do áudio. Leia o restante deste artigo »

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E se fosse seu filho?

i foto1 - i foto1
Nem preciso entrar em detalhes, ou mesmo comentar os horrores que presenciamos repetidamente em nosso tempo, contra as vítimas mais indefesas da violência: as crianças.

A cada notícia dessas uma certa paralisia me atinge, e depois de alguns instantes absorto nesse estado, tudo que consigo expressar é um profundo suspiro, de pesar, de dor, de não ter mais certeza qual o sentimento que se deveria ter.

Então olho para meu filho, brincando, na sua inocência, sem saber o mundo que o espera. A quem pedir socorro? Quem irá livrar meu filho e tantos outros que passam por coisas inimagináveis pelo mundo afora? A cada caso, acho que não vou mais me chocar, mas ao contrário, eles se sobrepõem, um mais assustador do que o outro.

A quem pedir socorro, se o perigo está dentro de casa? Se o perigo é o pai, a mãe ou algum ente “querido”, que deveria dar amor, segurança, estabilidade, ser um porto seguro a uma criança?

A quem pedir socorro? A quem você pediria?

Só posso me lembrar de Deus, alguém que olha por nós. Será que ainda olha? Nós seres humanos que nos deterioramos cada vez mais. Não sei se ainda podemos nos comparar a Sodoma e Gomorra. Aqui a coisa parece muito pior.
E me sinto tão impotente.

Uma entidade séria que faz um ótimo trabalho é o Centro de Combate à Violência Infantil - CECOVI, que tem por objetivo fazer o enfrentamento da violência doméstica contra crianças e adolescentes. Dê uma olhada no site. Não é sensacionalismo, mas você vai se chocar com as fotos.
http://www.cecovi.org.br/
Talvez seja a forma de fazer algo.
Leia o restante deste artigo »

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