Arquivo de Julho de 2008

(Des)Acordo ortográfico

ortografico - ortografico
E esse tal de acordo ortográfico, sai ou não sai.
Bom, eu já comecei a utilizar principalmente para livros que estão sendo editados agora e serão lançados em 2009. Pois janeiro de 2009 aparecia como data de início da utilização das novas normas unificadas para o mundo de língua portuguesa.

Tudo parecia tão urgente e agora o governo brasileiro parece querer protelar mais um pouco. Segundo o Ministro da Educação, Fernando Haddad, o acordo ortográfico será adotado definitivamente pelo Brasil “no máximo em 2011 ou 2012″, conforme declaração de 25.07.

Aparentemente ninguém tem certeza de nada.
O Brasil que teria a força, por ser o maior país e ter o maior número de falantes da língua portuguesa, não parece querer peitar Portugal, a saber o país que terá que fazer um grande número de alterações ortográficas e que não está lá tão convencido disso.

Como as editoras tiveram que tomar uma decisão, pois os processos editoriais começam com bastante antecedência, iremos viver alguns anos de limbo ortográfico, no qual teremos que fechar um olho para os “erros” de ortografia com os quais iremos conviver.

Isso me lembrou Camões que mesmo tendo um olho só escreveu a obra prima (com ou sem hífen?!?) em nossa querida língua, Os Lusíadas; agora me inspirei:

As armas e os Barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;

Quando resolverem alguma coisa da tal reforma, me avisem.

CAMOES - CAMOES

(Os Lusíadas é domínio público. Você pode baixar o texto na íntegra em http://baixaki.ig.com.br/site/dwnld49691.htm)

Comentários

Walk On - A jornada espiritual do U2

walkon 200 - walkon 200
Para mim, o U2 ainda é a melhor banda de rock do mundo. E olhe que tenho esta opinião desde os anos 80, quando ouvir War em LP já era o máximo.
Este livro Walk On - A jornada espiritual do U2, do jornalista inglês Steve Stockman, fala sobre o que está por trás das músicas e atitudes dos integrantes da banda.

Veja o que mais falam sobre o livro:
Uma das vozes mais ouvidas no mundo, em questões de fé e ativismo social é, também, a voz da maior banda de rock do planeta. Mesmo sem nenhum estereótipo religioso, são grandemente influenciados pela Bíblia e, a sua fé é o combustível fundamental para suas vidas e trabalho. Bem-vindo à dicotomia do U2, sem dúvida, a maior banda de rock do planeta. Leia o restante deste artigo »

Comentários

Dia Nacional do Escritor

collin - collin
Para comemorar o Dia Nacional do Escritor, a escritora Luci Collin lerá trechos das obras de Valêncio Xavier, Manuel Carlos Karam e Jamil Snege e fará comentários sobre a contribuição desses grandes nomes da literatura nacional.
Participação especial dos escritores Assionara Souza e Paulo Sandrini.

25 de julho (sexta-feira) às 19h30
Dia Nacional do Escritor
Local: Livrarias Curitiba - Shopping Curitiba
Curitiba-PR

******

Luci Collin nasceu em Curitiba, em 1964. Mora em Curitiba e leciona Literaturas de Língua Inglesa na UFPR. Graduou-se em Piano, Letras e Percussão. É Doutora em Letras pela USP. Leia o restante deste artigo »

Comentários

Barbearia virtual - audio

3 part brain - 3 part brain

Ouçam o impressionante audio abaixo que reproduz uma barbearia virtual.

Os efeitos sonoros são ótimos, mas o mais surpreendente é que todo este efeito é executado por nosso cérebro. É ele quem calcula distâncias e identifica todas as nuances de som.
Nosso cérebro é esta máquina fantástica que computador nenhum conseguiu e jamais conseguirá reproduzir.

O áudio está em inglês, mas mesmo para quem não domina o idioma fica muito fácil identificar o que o narrador está fazendo.

Para conseguir o efeito perfeito use fones de ouvido e feche os olhos até o final do áudio. Leia o restante deste artigo »

Comentários

A morte de uma livraria

bookstore el ateneo - bookstore el ateneo [Livraria El Ateneo em Buenos Aires]

Me comprometi, comigo mesmo, não reclamar do Brasil.

Afinal de contas em qual país do mundo podemos comer tão bem por preços acessíveis, ter tantos recursos naturais e blá, blá, blá.

Então fica registrado que o assunto que vou levantar não é mais uma reclamação, é antes de tudo uma constatação.

Nos últimos anos tenho visto, primeiramente de forma bem discreta, muitas livrarias sendo fechadas. Uma pequena ali, outra média lá; e no começo não se liga uma coisa com a outra. Mas então mais recentemente, grandes livrarias, depois de décadas de atividades e de reconhecimento, simplesmente fecham suas portas.

Comecei a me perguntar, por que tantas livrarias estão morrendo?

Conversando com algumas pessoas, fico sabendo que a agonia, que finalmente as levou à morte, vem de longa data, em sua maioria.

Eu tinha por hábito entrar em pequenas livrarias e procurar por coisas esquecidas na prateleira. Chegava a voltar a mesma livraria depois de algumas semanas, para verificar se o “meu” livro ainda continuava ali. Quando, porventura, o livro que julgava ter a posse, não mais se encontrava na prateleira, me sentia ultrajado, afrontado. Repeti isso inúmeras vezes.

Então me dou conta que eu ajudei a matar estas pequenas livrarias, afinal de contas, ninguém vive só de brisa. Ao não comprar o livro, que eu já considerava meu, contribuí imensamente para a definhação e conseqüente morte de várias livrarias em minha cidade.

Hoje me sinto péssimo a respeito. Mas tal qual um réu confesso, posso me justificar, embora isso não traga de volta à vida as livrarias de que tanto gostava. Em minha defesa alego que não possuía recursos financeiros para tal empreitada. Era viver, pagar aluguel e comer ou comprar aquele livro tão sonhado. Não tinha escolha naquele momento.

Infelizmente viverei com este remorso o resto da minha vida.

Em contrapartida, hoje temos as livrarias virtuais, que nem de longe têm o mesmo charme, o mesmo cheiro ou clima, mas ganham em agilidade, organização e até preço.

Como eu havia prometido não se trata de uma reclamação do tipo “a culpa é do brasileiro que não lê”. Pelo contrário, o percentual é pequeno, mas como o Brasil tem uma grande população, quando se transforma o percentual em números estes são expressivos.

Fica aqui minha constatação e saudosismo de um tempo que está passando e já foi, e um novo que inevitavelmente já está aqui.

Comentários

E se fosse seu filho?

i foto1 - i foto1
Nem preciso entrar em detalhes, ou mesmo comentar os horrores que presenciamos repetidamente em nosso tempo, contra as vítimas mais indefesas da violência: as crianças.

A cada notícia dessas uma certa paralisia me atinge, e depois de alguns instantes absorto nesse estado, tudo que consigo expressar é um profundo suspiro, de pesar, de dor, de não ter mais certeza qual o sentimento que se deveria ter.

Então olho para meu filho, brincando, na sua inocência, sem saber o mundo que o espera. A quem pedir socorro? Quem irá livrar meu filho e tantos outros que passam por coisas inimagináveis pelo mundo afora? A cada caso, acho que não vou mais me chocar, mas ao contrário, eles se sobrepõem, um mais assustador do que o outro.

A quem pedir socorro, se o perigo está dentro de casa? Se o perigo é o pai, a mãe ou algum ente “querido”, que deveria dar amor, segurança, estabilidade, ser um porto seguro a uma criança?

A quem pedir socorro? A quem você pediria?

Só posso me lembrar de Deus, alguém que olha por nós. Será que ainda olha? Nós seres humanos que nos deterioramos cada vez mais. Não sei se ainda podemos nos comparar a Sodoma e Gomorra. Aqui a coisa parece muito pior.
E me sinto tão impotente.

Uma entidade séria que faz um ótimo trabalho é o Centro de Combate à Violência Infantil - CECOVI, que tem por objetivo fazer o enfrentamento da violência doméstica contra crianças e adolescentes. Dê uma olhada no site. Não é sensacionalismo, mas você vai se chocar com as fotos.
http://www.cecovi.org.br/
Talvez seja a forma de fazer algo.
Leia o restante deste artigo »

Comentários (2)