(Des)Acordo ortográfico

E esse tal de acordo ortográfico, sai ou não sai.
Bom, eu já comecei a utilizar principalmente para livros que estão sendo editados agora e serão lançados em 2009. Pois janeiro de 2009 aparecia como data de início da utilização das novas normas unificadas para o mundo de língua portuguesa.
Tudo parecia tão urgente e agora o governo brasileiro parece querer protelar mais um pouco. Segundo o Ministro da Educação, Fernando Haddad, o acordo ortográfico será adotado definitivamente pelo Brasil “no máximo em 2011 ou 2012″, conforme declaração de 25.07.
Aparentemente ninguém tem certeza de nada.
O Brasil que teria a força, por ser o maior país e ter o maior número de falantes da língua portuguesa, não parece querer peitar Portugal, a saber o país que terá que fazer um grande número de alterações ortográficas e que não está lá tão convencido disso.
Como as editoras tiveram que tomar uma decisão, pois os processos editoriais começam com bastante antecedência, iremos viver alguns anos de limbo ortográfico, no qual teremos que fechar um olho para os “erros” de ortografia com os quais iremos conviver.
Isso me lembrou Camões que mesmo tendo um olho só escreveu a obra prima (com ou sem hífen?!?) em nossa querida língua, Os Lusíadas; agora me inspirei:
As armas e os Barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;
Quando resolverem alguma coisa da tal reforma, me avisem.

(Os Lusíadas é domínio público. Você pode baixar o texto na íntegra em http://baixaki.ig.com.br/site/dwnld49691.htm)




